Ecologia
Vida

Vovó me ensinou
que as sementes têm vida.
Peguei um grão de feijão
olhei, cheirei,
escutei, e nada.
Acho que estava dormindo.
Resolvi fazer como vovó.
Coloquei terra num pote
e o grãozinho na terra.
Molhei um pouquinho
e saí para brincar.
Sempre olhava para o pote
e nada...
Que grão de feijão preguiçoso
que não queria acordar!
De tanto brincar e me distrair
acabei esquecendo
do grão de feijão.
Depois que dormi duas noites
é que fui me lembrar.
Corri para ver
se ele havia acordado
e lá estava ele
para fora da terra
começando a espiar.
Todos os dias
cuidava com muito carinho
do meu pequeno brotinho
que a cada dia
crescia, crescia.
Eu fiquei muito feliz
porque foi assim que vi
uma vida nascer...
Ar

Bolinha de sabão,
sopro, sopro sem parar.
Subindo e descendo
lá vai ela a voar
para lá e para cá,
linda a brilhar,
levada pelo vento.
Bolinha de sabão,
de onde vem tanta cor?
Quem será que te pinta,
pois no sabão nem tem tinta?
Bolinha de sabão
sopro, sopro sem cansar
subindo e descendo
lá vai ela a voar
para lá e para cá,
linda a brilhar,
levada pelo vento.
Vai subindo,
vai sumindo
e, pluft,
de repente
explodindo...
Água

"Aga, aga", diz o bebê
que tem sede
que quer água
para beber.
O bebê é irmão do Cuca
que é primo da Lana
que é vizinha do Paulo
que é meu vizinho.
"Aga, aga,
Pati, pati"
diz o bebê
anunciando
que a hora do banho
já está se aproximando.
O bebê é irmão do Cuca,
que é primo da Lana
que é vizinha do Paulo
que é meu vizinho.
Alimentos

O bebê come papinha
por que ainda não tem dentes.
E eu,
ainda bem,
posso comer de tudo.
Minha boca é cheia de dentes.
Me lambuso chupando laranjas,
me delicio com amoras.
Posso comer de tudo.
Com os animais
é um pouco diferente.
Comem coisas estranhas.
Tem bicho que come bicho:
O gato come o rato,
o rato come a aranha,
a aranha come a mosca,
o sapo come a aranha,
a cobra come o sapo.
É um tal de come, come,
que não acaba mais.
E de tanto falar nisso
acabei ficando com fome.
Luz

A luz do Sol
é a lâmpada do céu
que ilumina a Terra.
Nem tem botão
de liga e desliga...
Todos os dias
de manhãzinha
lá vem o Sol
espiando no horizonte.. .
Passeia o dia todo
pelo céu.
Vai de um lado até o outro,
sumindo devagarinho,
na tardinha,
puxando sua coberta de morros
para dormir
a noite todinha...
Chuva

Certo dia, eu estava na pracinha
brincando de carrinho,
andando de balanço,
subindo e descendo
no escorregador,
cavando buracos
na caixa de areia.
De repente, mamãe disse :
- Temos que ir para casa
a chuva já vai chegar!
- Ah, mamãe, só um pouquinho,
eu nem terminei de brincar!
- Nada de só um pouquinho
a chuva não vai esperar
e logo vai nos pegar!
Guardei meus brinquedos
no saco de pano.
Olhei para o céu
e
tenho quase certeza
que vi uma nuvem
fazendo pirraça
mostrando a língua prá
mim...
Floresta

Nas florestas
é que vivem
os guardiões da natureza.
Tem os Duendes e Gnomos
que são homens pequeninos
do tamanho
do dedão da mão.
Usam a barba bem comprida
um chapéu bem pontudo
e um sapato bicudo.
As fadas também vivem
nas florestas.
Elas desfazem os feitiços
que as bruxas
espalham pelas plantas
e animais da floresta.
Em cada floresta
existe um reino mágico,
cheio de encanto,
beleza e amor.
Rio

No meio da floresta encantada
existe um rio
que parece um rio de prata.
Neste rio mora uma sereia
que canta ao entardecer.
A sereia mergulha
e nada prá cá,
e nada pra lá.
Seu canto
é como
uma canção de ninar
que faz adormecer
a floresta inteira.
Depois a sereia mergulha
até o fundo do rio
e sonha a noite inteira
com o príncipe encantado
que por ela se apaixona.
Mar

Lá vai o navio pirata
a navegar pelo mar
à procura de tesouro.
Será que vai encontrar?
O navio é muito grande
cheio de homens esquisitos,
Um tem uma perna de pau
outro tem um periquito.
A bandeira muito feia
com uma cara de caveira
tremula com o vento.
E lá do alto do mastro
grita um marujo pirata:
"Terra à vista!"
É aquela correria.
De bote vão até a ilha
levam pás para cavar.
Cavam, cavam todo o dia
sem nada encontrar.
Lá vai o navio pirata
a navegar pelo mar
à procura de tesouro.
Será que vai encontrar?
Básico
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Histórias poéticas e ilustrações de Berenice Gehlen Adams, autora do Projeto Apoema - Educação Ambiental