Destaques março/maio - 2006

EA.NET - Canal de Educação Ambiental na Internet

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Notícias sobre o V Ibero-Americano de Educação Ambiental

 

Fonte: REDE CLUSTER DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Jornal Eletrônico da ÁGUA - Associação Guardiã da Água

Por John Emilio Garcia Tatton

Serviço de identificação, coleta e sistematização de dados da mídia global, regional e local que visa informar, sensibilizar e conscientizar sobre a problemática da água - enviado duas vezes por semana para mais de dez mil pessoas -  Atividade em Educação Ambiental Informal com propósito de facilitar a pesquisa e colaborar para formação de opinião e multiplicadores da informação sobre meio ambiente, saneamento e educação ambiental.


V Ibero encerra com inúmeros documentos fortalecedores da Educação Ambiental - IberoEA

Foi intensa a produção do V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental realizado em Joinville (SC) de 5 a 8 de abril. Os trabalhos resultaram na elaboração de duas cartas, duas declarações, duas moções e no fortalecimento e/ou criação de 15 redes temáticas. Na plenária final, realizada no início da tarde deste sábado (8), foi anunciado o país que sediará o próximo encontro: a Argentina, em 2009.  Já o Simpósio de Países de Língua Portuguesa será na Galícia. O coral da empresa joinvilense Ciser iniciou a solenidade com a apresentação do espetáculo “Natureza em Canto”.

Também foi proposta a criação de uma legislação específica para a  educação ambiental nos países ibero-americanos que ainda não a tem, bem como a inclusão dessa disciplina na formação de professores. Todas essas  deliberações deverão nortear as próximas ações de educação ambiental nos países ibero-americanos.

Os congressistas reafirmaram os princípios do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, e declararam apoio ao processo internacional de revisão e difusão do documento. Além disso, manifestaram o desejo de que o documento inspire organismos internacionais e governos. Outra sugestão apresentada foi sobre a criação de um Conselho Internacional para organização e revisão do próprio Tratado.

A plenária final apontou ainda a necessidade do fortalecimento de estruturas populares de comunicação socioambiental e o estímulo à troca de experiências em gestão do meio ambiente no âmbito dos segmentos empresarial e governamental. O ensino a distância, não contemplado nas temáticas dos congressos, deverá ser inserido nas próximas edições.

 

2- V Ibero em números - IberoEA

Credenciados: 4.300 pessoas (300 estrangeiros; 4000 brasileiros de todos os estados)

Inscritos: 5.800 pessoas

Participantes – geral: 5 mil pessoas

22 países representados: Argentina, Bahamas, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana, Suíça, Uruguai, Venezuela e Paraguai.

 

Conferencistas: 60

Atividades: 80

Trabalhos

1.502 pôsteres e 190 apresentações orais, em 10 comissões temáticas de 12 países

32 oficinas – 2.630 participantes

31 mini-cursos – 1.120 participantes

27 grupos de trabalho

85 educadores e educadoras ambientais trabalharam na sistematização dos pareceres

3 conferências

12 mesas-redondas

13 livros e 1 revista foram lançados

13 apresentações culturais

 

Canal ea.net

1500 telespectadores do Brasil, Portugal, Espanha, Bélgica, Japão, Ilhas Seicheles totalizando 20 horas de programação.

 

Mais informações: www.5iberoea.org.br

Assessoria de Imprensa

V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental

5 a 8 de abril

Centreventos Cau Hansen

Joinville, SC, Brasil

imprensaibero@edmlogos.com.br

Telefone: (47) 3423-2582

 

3- Pensadores alertam para a necessidade de um novo projeto de humanidade - IberoEA

“Estamos vivendo o início de uma ruptura com a história da vida e da humanidade, e a grande questão que se coloca hoje é saber se o ser humano quer continuar a viver no fluxo da vida, no tempo biológico da evolução, ou se quer romper com esse tempo e com a condição de vida no planeta”. Esta foi uma das inúmeras questões levantadas pelo educador Jean Pierre Leroy, durante a conferência Educação Ambiental e Sustentabilidade Social: ética, justiça ambiental, conflito social e desigualdade, uma das mais concorridas da manhã da sexta-feira (07), terceiro dia de atividades do 5° Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, em Joinville (SC).

Leroy, que coordena o Projeto Brasil Sustentável da FASE- Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, chamou a atenção para o fato de que não é apenas a biodiversidade que está sendo perdida. Numa exposição emocionada, o educador alertou para o atual modelo de desenvolvimento, que trata as pessoas de forma desigual, deteriorando a vida de populações e culturas mais vulneráveis, tratando-as como algo descartável, como refugo humano, e se constitui num verdadeiro genocídio cultural. Ele defende que se faça a educação ambiental também com os que detêm o poder, com os produtores e os formadores de opinião, para que despertem para sua responsabilidade com a continuidade da vida no planeta.

Ao mesmo tempo, o pensador acredita ser necessário uma redefinição do conceito de sustentabilidade. Segundo ele, o termo está sendo banalizado por todos os segmentos da sociedade, da academia ao mercado. “Parece que todos defendem a sustentabilidade, ainda que com interesses e simbologias diferentes”. Para Leroy a sustentabilidade precisa ser uma unidade, um todo articulado, que envolva ética, economia, mercado, a área social e de direitos.

O pesquisador colombiano Felipe Angel, da Fundação Josué Angel Maya, afirma que é necessário reconstruir a limitada racionalidade que nos conduziu até aqui, reformar o caminho histórico que fizemos até agora e promover um reencantamento do mundo.

Perguntado sobre a possibilidade ou não de existência de alma num clone humano, Leroy respondeu que para ele a alma está dentro da história da humanidade, da própria vida, e completou: “precisamos cuidar, sim, para não perdermos a nossa alma, mas em outro sentido, no sentido de não nos perdermos...”. E Angel arrematou: “A alma não se pode clonar e cada um tem o rosto que merece”. Ao final da conferência, aplaudidos de pé pela platéia, ficou no ar a pergunta: Qual será nosso novo projeto de humanidade?

 

Lúcia Almeida – MTb 977 /BA

 

4- V Ibero discute inserção da educação ambiental na sociedade - IberoEA

A manhã deste sábado (8) foi dedicada à discussão sobre a inserção da educação ambiental na sociedade e seu papel político e pedagógico. O último dia do V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental mostrou as experiências dos países participantes no setor e apresentou propostas para colocar em prática ações em busca da sustentabilidade.

 

Na conferência principal, sobre Complexidade e Racionalidade Ambiental: a inserção da Educação Ambiental na sociedade, o coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe, Enrique Leff, e a diretora nacional da Fundação Universitária Ibero-Americana, Nana Medina, ofereceram os princípios de uma racionalidade ambiental e sua contribuição a uma nova pedagogia voltada à constituição do saber ambiental complexo.

 

Representante do Ctera, Carlos Galano, que também participou da conferência, disse que a educação ambiental latino-americana tem o desafio de “repensar o pensamento existente para iniciar o movimento por baixo, pelo povo”. De acordo com Nana Medina, para que haja racionalidade ambiental, “deve-se pensar globalmente e agir localmente, mas também fazer o contrário”. “O educador ambiental é essencialmente um agente transformador, mas deve primeiro transformar a si mesmo”, afirmou.

 

A mesa redonda Educação Ambiental na Escola mostrou experiências práticas do setor na Espanha, representada por Javier García Gómez, da Universidade de Valença, da Colômbia, com Maritza Torres Carrasco, da Universidade Distrital Francisco José de Caldas, do Brasil, com uma das coordenadoras do V Ibero, Rachel Trajber, Graciela Ramírez Garcia, da Rede de Educadores Ambientais do México, e Rui Leal, da Universidade do Porto, de Portugal.

 

 

Papel político e pedagógico

 

Experiências no campo político e pedagógico da educação ambiental também foram discutidas na manhã deste sábado (8). Para explicitar, Pablo Meira, da Universidade de Santiago de Compostela, da Espanha, usou recursos geométricos para fortalecer a relação entre economia, sociedade e meio ambiente e como elas deveriam conviver em harmonia evitando a degradação dos recursos naturais.

Na seqüência, Lúcia Helena de Oliveira Cunha, da Universidade Federal da Paraíba, abordou a crise contemporânea e como ela afeta as comunidades tradicionais. “Repensar estas sociedades implica rever os conceitos de que estas sociedades não são seres ‘pobres’, vivendo no limite da sobrevivência, mas sim comunidades que produzem conhecimentos e devem ser respeitadas”, alertou.

 

5- Definição do país sede do VI Ibero - IberoEA

País que sediará a sexta edição do Congresso será anunciado na plenária final

Os próximos Congressos Ibero-Americanos de Educação Ambiental poderão ser realizados em períodos menores que três anos, devido à necessidade de uma mobilização mais rápida da sociedade no enfrentamento da crise planetária. O assunto começou a ser discutido pelos países que participam do 5° Ibero, durante O III Simpósio de Países Ibero-Americanos sobre Políticas Públicas e Estratégias Nacionais de Educação Ambiental, realizado nos dias 6 e 7 de abril, no Anfiteatro do Sesc. Participaram representações oficiais de 16 países, representantes de sindicatos, ONGs, Centros Acadêmicos, universidades e redes de educação ambiental. Todos concordam com a necessidade de criação de uma comissão permanente que garantirá a continuidade e a ampliação da participação na organização dos próximos congressos.

 

Durante o simpósio, os países que reúnem condições para sediar o próximo congresso defenderam suas candidaturas e ao final do encontro foi iniciada a votação. O nome do país escolhido será anunciado durante a plenária de encerramento, no final da tarde de hoje. Cada representação oficial relatou a situação da educação ambiental em seu país.  A maioria ainda não tem leis específicas, mas de um modo geral houve avanços na incorporação da educação ambiental nos currículos escolares e na legislação de educação ou de meio ambiente. Vários países ressaltaram a importância da contribuição do conhecimento das populações tradicionais e dos povos indígenas na história da educação ambiental em suas culturas. Todos falaram da importância de se trabalhar junto com a sociedade civil nos Conselhos e nas redes de educação ambiental e da necessidade de aproximação entre a educação e a comunicação. Eles reconhecem que a comunicação é fundamental no processo de mobilização e conscientização da sociedade.

 

Um dos desafios que a maioria dos países ainda enfrenta é a inclusão  da educação ambiental nas universidades e, o maior deles, a integração dos ministérios do Meio Ambiente e da Educação na gestão da educação ambiental, a exemplo do que já acontece no Brasil. De um modo geral, vários países já avançaram na visão da transversalidade que trabalha para fazer da educação ambiental mais que uma disciplina dos currículos escolares, uma formação necessária a todos os cidadãos ea única forma de caminhar para a construção de uma sociedade sustentável.

 

6- Congressistas avaliam positivamente a metodologia da Conferência Infanto-Juvenil - IberoEA

Professores, educadores e educadoras ambientais, além de integrantes de Comissões Organizadoras Estaduais e dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente participaram hoje a tarde (7 de abril) da oficina ministrada sobre a II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em evento paralelo ao V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental que acontece até amanhã em Joinville, Santa Catarina. Durante a oficina, a coordenadora Soraia Mello apresentou os resultados da Conferência Infanto-Juvenil e propôs a vivência da metodologia aplicada nas escolas.

 

Todo o trabalho foi avaliado de forma bastante positiva pelos participantes. As responsabilidades elaboradas pelos quatro grupos a partir da temática da conferência: biodiversidade, mudanças climáticas, segurança alimentar e nutricional, e diversidade étnico-racial foram pertinentes e consistentes. Por outro lado, os participantes sugeriram que as escolas tenham retorno rápido dos resultados, que o processo envolva cada vez mais os professores e que a divulgação seja ampliada na próxima edição para aumentar ainda mais o número de participantes.

 

Em sua segunda edição a Conferência Nacional Infanto-Juvenil atingiu 11.260 escolas e 173 comunidades em todo país, mobilizando 3.787.630 pessoas em torno da idéia: Vamos Cuidar do Brasil. O evento final, que acontece de 23 a 28 de abril de 2006 em Brasília, é uma realização do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, formado pelos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente, ratificando o compromisso do Governo Federal com a inclusão social, valorização e respeito à diversidade, a qualidade de vida e a sustentabilidade sócio-ambiental.

 

Neste contexto, o debate foi estimulado em todas as escolas do ensino fundamental (de 5ª a 8ª séries) durante o ano letivo de 2005, ampliando e aprofundando temas socioambientais e, principalmente, trazendo o local e global simultaneamente para a pauta da educação. Assim as comunidades escolares assumiram responsabilidades e ações locais a partir de quatro temas, tendo como base a popularização de Acordos Internacionais dos quais o Brasil é signatário: Biodiversidade, Mudanças Climáticas, Segurança Alimentar e Nutricional, e Diversidade Étnico-Racial. Além das escolas, foi realizada uma ação afirmativa dirigida a comunidades quilombolas, indígenas, de assentamentos rurais e meninos e meninas em situação de rua.

 

A Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente é uma continuidade do programa iniciado em 2003 com a primeira edição do evento e já mobilizou mais de 27 mil escolas e cerca de 10 milhões de brasileiros. Este trabalho teve prosseguimento com a formação de 25 mil professores e 21 mil alunos em 2004 e 2005, com o Programa de Formação Continuada de Professores e Estudantes em Educação Ambiental - Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas, promovido pelo Ministério da Educação / Secad - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Departamento de Educação para Diversidade / Coordenação-Geral de Educação Ambiental - CGEA.

 

Hellen Falone / MTb -5917 JP MG

 

7- Educadores ambientais lusófonos reúnem-se no V Ibero - IberoEA

Durante dois dias educadores ambientais de quatro países de língua portuguesa (lusófonos) reuniram-se em Joinville, no V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental. Foi o primeiro encontro presencial do grupo que existe virtualmente há um ano. Atualmente seis países participam da rede: Brasil, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – que agora buscam agregar Timor Leste e Angola.

Para a facilitadora do grupo, educadoraMichele Sato, os países anglo-saxões conquistaram a hegemonia nos estudos e publicações, e é muito importante que cada povo possa publicar na sua língua o seu trabalho. Ela questiona também a necessidade de publicá-los em inglês.

A doutoranda da Universidade de Santiago de Compostela, Marília Torales, apresentou durante o Simpósio o diagnóstico da Educação Ambiental realizado com os integrantes da Rede, composta atualmente por 272 pessoas. Foram analisadas mensagens que circularam no período de 30 dias, além da aplicação de questionário. Um dos problemas constatados foi que existe excesso de informação sobre o tema, mas falta debate.

O grupo pretende agora criar uma biblioteca virtual com informações de todos os países e promover intercâmbios para a integração dos países lusófonos. O próximo encontro presencial da Rede deverá acontecer no VI Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental.

 

 

8- Conferências de Meio Ambiente sensibilizam sociedade para Educação Ambiental - IberoEA

Cerca de 50 pessoas participaram na tarde desta sexta-feira (08/04) da oficina “Conferência Nacional do Meio Ambiente como instrumento de Educação Ambiental”, dentro da programação do V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, em Joinville (SC). O encontro foi aberto pelo coordenador-executivo da CNMA, Marcos Sorrentino, que ressaltou a Conferência como um dos pontos mais importantes para a concretização da diretriz “Controle Social”, base das ações do Ministério do Meio Ambiente. “A CNMA é um instrumento que assegura o espaço democrático de acompanhamento e contribuição da sociedade para as ações do governo na área ambiental”, afirma Sorrentino.

 

A Coordenadora operacional da CNMA, Edilene Américo, ressaltou a importância desse processo para a sensibilização da sociedade para a temática ambiental. “Com a realização das conferências municipais, estaduais e da nacional temos a oportunidade de atingir um número de pessoas surpreendente e provocar um debate envolvendo diversos setores, o que implica também no processo de educação ambiental”, explica.

 

Renato Cunha, representante da Sociedade Civil na Comissão Organizadora Nacional, também acompanhou a oficina disse que a CNMA tem muito o que amadurecer, mas reconhece o marco histórico que ela representa. “Esse debate é uma reivindicação antiga das ONGs e dos Movimentos Sociais. Agora temos o dever de participar ativamente das avaliações e da consolidação desse processo. Assim, não importa quem estará no governo, a CNMA deverá ser permanente”, defendeu o ambientalista.

 

Também marcaram presença na oficina alguns delegados da II CNMA e membros de Comissões Organizadora Estaduais, como Marígia dos Santos, do Rio Grande do Norte. Ela aproveitou para pedir que os municípios sejam incluídos nos processos de avaliação que já estão em curso. “Como em nosso estado tivemos uma grande mobilização municipal, aproveito para pedir que essas plenárias de avaliação sejam abrangentes e discutam a conferência nos três níveis: municipal, estadual e federal”

 

A estudante de biologia de Campinas (SP), Mariana Battistiu, nunca participou de conferências e escolheu a oficina para conhecer o processo e se preparar para participar da III CNMA que será realizada em 2007. “Como estudo biologia me interesso pelos debates da área ambiental, em participar de conferências, congressos e demais atividades”, explica.

 

Ações para Educação Ambiental - Reivindicações da Educação Ambiental (EA) que há anos tentam se fortalecer para influenciar nas políticas públicas foram definidas como propostas do documento final da II Conferência Nacional do Meio Ambiente. A plenária final aprovou quase todas as sugestões encaminhadas pelo Grupo de Trabalho (GT) 5, no subtema Educação Ambiental.

 

Integração de programas para uma EA continuada com formação de educadores, ampliação e simplificação dos acessos e usos de linhas de financiamentos e fundos socioambientais públicos e a inclusão de orçamento para uma Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis no Plano PluriAnual são algumas das propostas aprovadas. No caso das Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental (CIEAs), que são instâncias governamentais com participação da sociedade para formular e implementar programa e política Estadual de EA, a plenária deliberou a realização de articulações para que, através dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, seja criada uma Câmara Técnica de EA, para poder deliberar sobre financiamentos e projetos públicos.Atualmente as CIEAs são apenas consultivas.

 

9- Juventude brasileira dá exemplo de articulação em ações ambientais – IberoEA

Eles são jovens, na maioria mulheres e sabem o que querem – agir para transformar o mundo em que vivem em busca da sustentabilidade. Os participantes brasileiros da Tenda da Juventude, no V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, que acontece até este sábado, em Joinville (SC), dão exemplo de articulação em ações ambientais e redigem uma carta onde colocarão seus anseios, propostas de ação políticas e encaminhamentos para a continuidade do movimento de jovens em todo o país.

 

Esta é a primeira vez que se realiza o encontro da juventude no V Ibero. Os participantes são de diversas “tribos” brasileiras, argentinas, peruanas, venezuelanas, cubanas e paraguaias. Com idades de 15 a 29 anos, eles vêm das periferias das cidades onde vivem e têm o desejo comum de agir em favor do meio ambiente.

 

A Tenda da Juventude recebeu também jovens entre representantes de países como Argentina, Peru, Venezuela, Cuba e Paraguai. De acordo com Fábio Deboni, coordenador do Programa Juventude e Meio Ambiente, os participantes estrangeiros se mostram surpresos positivamente com a iniciativa brasileira, principalmente quando percebem que ainda possuem movimentos isolados de ações em educação ambiental. “Eles não têm apoio governamental, têm que batalhar por recursos. Ainda falta a esses países ações conjuntas articuladas”, diz Deboni.

 

No Brasil, explica Deboni, desde 2003 os ministérios do Meio Ambiente e da Educação vêm buscando fortalecer esses movimentos juvenis através da Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente e do Programa Juventude e Meio Ambiente. As pessoas que atuam em cada estado nos Coletivos Jovens de Meio Ambiente recebem suporte metodológico para atuar, além de formação política, de empreendedorismo e de educação ambiental.

 

“Acredito que os participantes de outros países sairão deste congresso com um aprendizado sobre como agir e a visão de que os brasileiros tiveram a oportunidade de reconhecer as ações que já são realizadas aqui como algo positivo. Esse encontro contribuirá para a futura comunicação e articulação da juventude ibero-americana”, afirma Deboni.

 

10 - Documentos que norteiam a educação ambiental são debatidos no V Ibero – IberoEA

Uma releitura do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global feita pelas pessoas que participaram da elaboração do documento foi realizada na manhã desta quinta-feira (6), durante o V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, que acontece em Joinville (SC) até o próximo sábado. A intenção, segundo um dos debatedores, Moacir Gadotti, do Instituto Paulo Freire, é lançar um olhar crítico a documentos como o Tratado, a Carta da Terra, a Carta das Responsabilidades Humanas e o Manifesto pela Vida, documentos elaborados nos últimos anos para a defesa da sustentabilidade.

 

Além de Gadotti, participaram da mesa redonda Hortência Coronel, do Conselho Internacional de Educação de Adultos, Carlos Liberona, da Escola de Arte da Universidade da Republica do Chile, Martha Benevides, do Museu de Culturas e Artes Populares de El Salvador, e Omar Ovalles, da Multiversidade de Caracas. A moderadora do debate, Moema Viezzer, uma das coordenadoras do V Ibero, explicou que a intenção não é mudar os textos dos documentos, mas usá-los como inspiração para melhorar as ações em educação ambiental.

 

Gadotti afirmou que a originalidade desses documentos é a idéia de sociedade sustentável, com pessoas politicamente atuantes, ecologicamente responsáveis e social e economicamente justas. “A sustentabilidade não deve ser apenas social, mas também humana”, disse. Ele citou pesquisa do Ministério da Educação indicando que 94% das escolas de educação básica brasileiras têm a educação ambiental em seu currículo. “Agora resta saber que projetos são esses, se são apenas de reciclagem ou se fazem parte do projeto político-pedagógico dessas escolas”, disse.

 

Para a representante do Conselho Internacional de Educação para Adultos, Hortência Coronel, do Uruguai, nos países mais pobres é ainda mais difícil abraçar o termo desenvolvimento sustentável. Ela acredita que o alvo da educação ambiental deve ser as mulheres, “que nesses países são responsáveis por tudo, inclusive a economia”.

 

“Esses documentos são a única garantia que temos de que os sonhos de cada um para a educação ambiental se tornem ações”, afirmou o representante da Multiversidade da Venezuela, Omar Ovalles. Para ele, documentos como o Tratado e a Carta da Terra devem servir para a promoção de um novo modelo de democracia, que garanta a qualidade de vida.

 

 

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11- Sociedade sustentável só existirá com mudança no modo de vida – IberoEA

Uma sociedade sustentável só deve existir se houver uma profunda mudança no modo de viver das comunidades. Este foi um dos pontos de discussão durante a Conferência Educação, Meio Ambiente e Globalização no Contexto Ibero-Americano, realizada na manhã desta quinta-feira (dia 6), na arena do Centreventos Cau Hansen, em Joinville, durante o V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental.

 

A conferência teve a proposta de fazer um panorama dos desafios ambiental e educativo contextualizado com a dinâmica da globalização em seus aspectos econômico, político, social e cultural. Em sua palestra, o geógrafo da Universidade Federal Fluminense, Carlos Walter Porto Gonçalves delimitou a situação dos países ibero-americanos nesse cenário. “Não há chance de o mundo ser sustentável e justo no modelo que existe hoje, mas a América Latina está no caminho da mudança”, disse.

 

Porto Gonçalves fez um balanço mostrando que os últimos 30 anos foram os mais devastadores da história planetária. “É um indicativo de que o debate ambiental ainda não está servindo à humanidade. Continua restrito às organizações não-governamentais e entidades que atuam nessa área”, afirmou.

 

A debatedora e uma das coordenadoras do V Ibero, Moema Viezzer, salientou que um dos objetivos do congresso é a promoção do diálogo entre educadores e gestores de grandes iniciativas em educação ambiental para que sejam criadas políticas públicas para o setor. “É importante, também, aprofundar a questão sobre o que é a educação em si e lembrar que o saber científico não é o único existente. Os conhecimentos das comunidades devem ser ouvidos e valorizados”, finalizou.

 

12- Debate aponta necessidade do tema ambiental em todas as editorias - IberoEA

Especialistas da área de comunicação e educação ambiental discutiram ontem (5), no V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, a formação dos profissionais de comunicação como atores na construção de sociedades sustentáveis. A falta de visão sistêmica, ou seja, da percepção do movimento integrado entre o meio ambiente e o homem, distancia o jornalismo do seu compromisso com a cidadania.

 

O debate contou com a participação dos jornalistas e professores da disciplina de jornalismo ambiental André Trigueiro, apresentador do Jornal das dez, da Globonews, da PUC-RJ, e Ilza Girardi, da UFRGS e do jornalista uruguaio Hernán Sorhuet. Todos opinaram a respeito da discussão sobre a questão se os veículos devem ou não ter uma editoria específica de meio ambiente. Houve consenso de que o jornal deve tratar, de forma sistêmica, o tema ambiental em todas as editorias.

 

Antes, porém, Patrícia Mousinho, secretária executiva da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), moderadora do debate ressaltou que parte das informações ambientais chega à população por meio dos meios de comunicação já que a escola deixa esta lacuna, o que aumenta a responsabilidade da mídia.

 

Para Trigueiro, há muito espaço na mídia para catástrofes, tragédias, derramamento de óleo ou estiagem na Amazônia. O desafio que cabe ao repórter é produzir um bom diagnóstico desta crise e mapear as causas. Mas isto geralmente não ocorre, pois, muitas vezes a causa está no consumismo que também sustenta os veículos de comunicação.

 

A partir de uma experiência com a disciplina de jornalismo ambiental, Girardi destacou: "A prática ecológica contamina as pessoas. A disciplina de jornalismo ambiental está produzindo isto nos estudantes, e o resultado é que eles se sentem parte do processo e passam a agir de forma consciente. Em suas empresas eles substituíram os copos plásticos por copos de louça, por exemplo".

Como em outros temas, "o jornalista tem a responsabilidade de questionar, confrontar fontes e opiniões, mas esta carga aumenta com os temas ambientais", enfatizou Sorhuet. O resultado disso é que ele estará estimulando a comunidade a mobilizar-se em torno da construção de sociedades sustentáveis.

 

O V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental acontece entre os dias 5 e 8 de abril, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville (SC). O evento contará com a presença de mais de cinco mil pessoas, de pelo menos 32 países. O tema central é a contribuição da Educação Ambiental para a construção da sustentabilidade planetária e o congresso acontece na Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

 

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V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental

5 a 8 de abril

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13- Ministra do Meio Ambiente abre oficialmente V Ibero – IberoEA

A ministra do Meio Ambiente Marina da Silva abriu nesta quarta-feira (dia 5), oficialmente, o V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, que acontece até o próximo sábado, em Joinville (SC), com a participação de representantes de 32 países. “A sensibilidade para as questões ambientais deve ser traduzida em ações e é isto o que estamos fazendo neste encontro”, disse. Ela foi aplaudida de pé pelo público que lotou a arena do Centreventos Cau Hansen durante a solenidade.

 

A abertura do V Ibero teve a participação do representante do Ministério da Educação e Secretário Nacional de Educação Continuada, Alfabetização e Dioversidade, Ricardo Henriques; do coordenador da Rede de Formação Ambiental do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Enrique Leff; do prefeito de Joinville, Marco Tebaldi;  do secretário de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Santa Catarina, Sérgio Silva -  representando o governador Luiz Henrique da Silveira; e a representante da Rede Brasileira de Educação Ambiental, Patrícia Mousinho.

 

Durante a solenidade, a ministra Marina da Silva fixou seus sonhos ibero-americanos para a sustentabilidade planetária na árvore dos sonhos, localizada ao lado da arena do Centreventos. “Que todos tenham vida e vida em abundância, como disse o mestre Jesus” foi o desejo da ministra. Ela citou que o mundo perdeu nos últimos dez anos mil vezes mais diversidade do que perdeu há 50 anos e que é impossível reduzir esse processo sem a forte participação da sociedade. “A educação ambiental deve promover uma mudança de atitude agora”, afirmou.

 

Marina da Silva ainda enfatizou as quatro diretrizes que norteiam o trabalho no Ministério do Meio Ambiente: o forte envolvimento da sociedade na implantação das políticas públicas ambientais, o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente e a Política Ambiental Integrada e Transversal.

Para Ricardo Henriques, a educação ambiental deve ser um instrumento de transformação de valores.

 

O lançamento do 5º Prêmio Docol Ministério do Meio Ambiente de Jornalismo, que tem como tema nesta edição a Gestão dos Recursos Hídricos, também fez parte da solenidade de abertura do congresso. O presidente da Docol, Ingo Doubrawa, disse esperar que a visibilidade do prêmio, amplie a conscientização do uso racional da água. Já o secretário nacional de Recursos Hídricos, do Ministério do Meio Ambiente, João Bosco Senra, disse que o prêmio vai estimular os jornalistas a produzir matérias que despertem cada vez mais a consciência pela preservação do meio ambiente.

 

O evento ainda teve a apresentação do Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental (Sibea), de onde será possível acessar tudo sobre educação ambiental no Brasil, e do EA.NET, canal da educação ambiental na internet.

 

14- Carta das Responsabilidades Humanas, Carta da Terra e Tratado de Educação Ambiental em debate – IberoEA

Uma das propostas do V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental é a discussão e apresentação de sugestões para documentos importantes do setor. Na quinta-feira (6), a partir das 10h30, o debate Sociedade Civil: O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, a Carta das Responsabilidades Humanas, a Carta da Terra e o Manifesto pela Vida terá os palestrantes Sandra Bazzani, do Conselho Internacional de Educação de Adultos, Carlos Liberona, da Escola de Arte da Universidade de La Republica do Chile, Martha Benevides, do Museu de Culturas e Artes Populares de El Salvador, Moacir Gadotti, do Instituto Paulo Freire e Omar Ovalles, da Multiversidad de Caracas.

 

O encontro promove o debate de propostas de releituras do Tratado de Educação Ambiental por pessoas e grupos que participaram de sua elaboração no marco de outras iniciativas da sociedade civil, que demandam compromissos éticos para com a vida. Nesse contexto também será discutida a Carta da Terra, declaração de princípios fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.

 

A carta funciona como uma fonte de inspiração para todos os povos para um novo sentido de interdependência e de responsabilidade compartilhada para o bem-estar geral. A visão ética inclusiva do documento reconhece que a proteção ambiental, os direitos humanos, o desenvolvimento humano eqüitativo e a paz são indivisíveis.

 

Construída com a participação de milhares de cidadãos do mundo inteiro e reconhecida pela Unesco, a Carta da Terra é um instrumento de educação utilizado em órgãos públicos, empresas e organizações da sociedade civil e já tem sido adaptada às necessidades e interesses de grupos especiais, como Carta da Terra para Crianças, para Adolescentes, das Nações Indígenas e outros.

 

 

A carta originada em 1987, quando a Comissão Mundial das Nações Unidas para o Ambiente e Desenvolvimento fez um chamado para a criação de uma carta que tivesse os princípios fundamentais para o desenvolvimento sustentável. Mas só foi consolidada em 1997, quando uma comissão foi formada para supervisionar o projeto, estabelecendo a Secretaria da Carta da Terra no Conselho da Terra, na Costa Rica.

 

 

A Carta das Responsabilidades Humanas, que também será debatida, oferece um quadro de referência para os comportamentos pessoais e também para a vida política, institucional e jurídica. Ela foi criada com o ideal de ser uma terceira base para a discussão das relações humanas, complementando a já existente Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

SERVIÇO:

 

EVENTO “SOCIEDADE CIVIL: O TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSABILIDADE GLOBAL, A CARTA DAS RESPONSABILIDADES HUMANAS, A CARTA DA TERRA E MANIFESTO PELA VIDA”

 

Quinta-feira, 6, das 10h30 às 12h30

 

Participantes: Moacir Gadotti, Carlos Liberona, Marta Benevides, Omar Ovalles.

Moderadora: Rachel Trajber

Relatora: Cláudia Jurema Macedo

 

 

John é Biólogo Sanitarista, Educador Ambiental, Editor Chefe da Rede Cluster e Presidente da AGUA

 

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V Ibero-Americano de Educação Ambiental discute sustentabilidade planetária

 Joinville, SC - O debate sobre a contribuição da Educação Ambiental para a construção da sustentabilidade planetária começa nesta quarta-feira (5), com a abertura do V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental. O evento, realizado em Joinville, contará com a presença de mais de cinco mil pessoas de pelo menos 25 países. O Centreventos Cau Hansen já está preparado para receber as discussões, propostas e projetos de representantes de governos ibero-americanos, instituições públicas e privadas, organizações não-governamentais, empresários, sindicalistas, educadores e estudantes.

Todo esse público se reúne pela primeira vez no Brasil para dar início ao processo de revisão do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, elaborado durante a Eco 92 com a definição de princípios, planos de ação, sistemas de coordenação, monitoramento e avaliação.

Os debates realizados em Joinville contribuirão com a revisão do Tratado para a Rio +15, em 2007. O congresso acontece na Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

O papel da mídia na construção de sociedades sustentáveis será discutido em congresso

O V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental debate nesta quarta, dia 5, o papel da mídia como ator efetivo da educação ambiental. Isto porque, a falta de informações sobre meio ambiente e educação ambiental é um dos três principais problemas ambientais brasileiros, segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Estudos da Religião (ISER).

Entre um universo de mais mil delegados e delegadas participantes da II Conferência Nacional de Meio Ambiente, realizada em dezembro de 2005, a pesquisa aponta ainda a problemática do desmatamento e dos recursos hídricos, entre os mais citados.

Visando diminuir a distância causada pela falta de informação ambiental com a preservação dos recursos naturais, dois encontros serão realizados. O primeiro evento antecede o congresso (vide programação abaixo). O debate "Mídia e Educação Ambiental" vai discutir a formação de profissionais de comunicação na área ambiental e a Educomunicação (área do conhecimento que estabelece uma interface entre educação e comunicação e que objetiva ampliar as formas de expressão nas comunidades e nos espaços educativos, visando o pleno desenvolvimento da cidadania).

Já durante o congresso, nas tardes de 6 e 7, um grupo específico de trabalho vai discutir Educação Ambiental e Comunicação. O objetivo é mapear, analisar e discutir as ações de comunicação associadas à educação ambiental, e apoiar a elaboração e implementação de políticas públicas de educomunicação ambiental, no âmbito dos países iberoamericanos.

Uma das primeiras iniciativas é o acordo de cooperação que está sendo firmado entre o Ministério do Meio Ambiente e a Radiobrás para a divulgação de campanhas e programas de educação ambiental no sistema público de rádio e tevê. Ainda este mês será lançado uma seleção pública, que incentivará a produção popular.

Durante o V Ibero, também serão lançados o Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental – SIBEA e o EA.NET – Canal de Educação Ambiental pela Internet. O objetivo é reunir produções audiovisuais de todo o país num Canal de Rádio e TV na internet (http://www.canal-ea.net), cujo foco seja Educação Ambiental. Mais do que um espaço de disseminação de informação, um canal que ajude a provocar reflexão e mobilização. A EA.NET é uma iniciativa do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação, formado pelos Ministérios da Educação e Meio Ambiente e representantes de governos, empresas, sociedade civil, pesquisadores e estudantes.

Tratado de Educação Ambiental em processo de revisão

Refletir, debater e modificar são as palavras-chave do processo de revisão do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, que está sendo discutido hoje, dia 4, antes da abertura oficial do V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental, em Joinville (SC). O Tratado é um documento internacional construído durante o Fórum Global, no Rio de Janeiro (RJ), em 1992 paralelo a Eco 92. Princípios e valores foram compartilhados, um plano de ação foi definido, do qual as organizações que assinaram o tratado comprometeram-se a implementá-lo. Também se definiu um sistema de coordenação, monitoramento e avaliação.

Durante esses anos o Tratado inspirou muitas ações: determinou estratégias e programas de ONGs, redes de Educação Ambiental foram criadas e políticas públicas formuladas. No Brasil, o documento é referência da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) e do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA).

O processo de revisão teve início em novembro de 2005, no site do congresso (http://www.5iberoea.org.br) e convergirá na Rio + 15, em 2007. Educadores e educadoras foram convidados a responder um questionário sobre o documento. Moema Viezzer, coordenadora do processo atual e da equipe facilitadora da construção do Tratado durante a Eco 92, acrescenta: "Chegou a hora de nos perguntarmos: o tratado continua atual? Que ações inspirou e como vamos articulá-lo com as iniciativas previstas para a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável?".

Segundo Marcos Sorrentino, diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o desafio deste congresso é encontrar uma convergência entre o tratado e a década da ONU. "A partir deste debate, vamos intercambiar experiências de políticas públicas que permitam o aprimoramento do fazer educacional voltado à questão ambiental", destaca.

As contribuições formuladas através do site do V Ibero compõem o relatório preliminar que será avaliado hoje (4 de abril). Viezzer adianta que os educadores querem maior ênfase na implementação do Tratado. Além disso, segundo as respostas, é necessário ampliar as ações com os jovens, os gestores públicos e as instituições de ensino e pesquisa. Até junho, educadores e educadoras poderão participar do processo de avaliação através do site (http://www.iberoea.org.br).

V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental lança prêmio de jornalismo ambiental

Durante a abertura oficial do V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, quarta-feira (5), será lançado o 5º Prêmio Docol/Ministério do Meio Ambiente de Jornalismo. A iniciativa da empresa joinvilense Docol Metais Sanitários e do Ministério do Meio Ambiente (MMA) chama a atenção para a necessidade de conservação da água e preservação de sua qualidade no meio natural. O tema desta quinta edição é Gestão dos Recursos Hídricos.

A Docol é líder e pioneira no mercado nacional no segmento de metais sanitários economizadores de água. O lançamento do prêmio coincide com a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, que se insere na Década Brasileira e Internacional da Água, e com a comemoração dos 50 anos da Docol. O regulamento está disponível nos sites do MMA (http://www.mma.gov.br) e da Docol (http://www.docol.com.br).

De acordo com a temática, as matérias jornalísticas inscritas deverão apresentar um ou mais itens relacionados à gestão de recursos hídricos; ações de proteção, de conservação da natureza, de educação ambiental, de uso responsável, de responsabilidade compartilhada entre os governos federal, estaduais e municipais, sociedade e setores econômicos na gestão de recursos hídricos; redução do consumo de água e mudança de hábitos; políticas públicas coerentes com a gestão e proteção de recursos hídricos e a preservação dos recursos hídricos nos últimos 50 anos.

O Prêmio, que é bienal, é exclusivo para profissionais de imprensa e estudantes de Jornalismo do Brasil e contempla cinco categorias: Profissional Jornal, Profissional Revista, Profissional Rádio, Profissional Televisão e Estudante Destaque Acadêmico. Poderão ser inscritas as reportagens veiculadas em um dos meios citados acima, no período de 1º de dezembro de 2004 a 30 de novembro de 2006.

A divulgação e a entrega dos prêmios correspondentes aos primeiros, segundos e terceiros colocados nas cinco categorias será feita em março de 2007, em comemoração ao Dia Mundial da Água, no Centro de Treinamento Docol em Joinville/SC.

(Fonte: Envolverde/Assessoria)